domingo, 12 de abril de 2009

EM NOVA TEMPORADA !


O Grupo trabalhadores da arte esta em nova temporada de "Foices,Facões,Fuzis".
O espetáculo fica em cartaz no:
Teatro X (da Cooperativa Paulista de Teatro)
Rua Rui Barbosa, 399 – Bela Vista – São Paulo
Fone 3283-2780
De 18 de abril a 31 de maio
Sempre aos sábados, às 21h, e domingos, às 20h
Ingressos: 20 reais (inteira) e 10 reais (meia)
. APAREÇAM!


FICHA TÉCNICA:
O grupo Trabalhadores da Arte: Cléo Moraes, Natália Sanches, Denis Snoldo, Cristiano Nery, Eduardo Mancini, Bárbara Kanashiro, Marla O’Hara e Rozanna Lazzaro. Escrita e dirigida por Maria Cecília Garcia; Preparação corporal: José Carlos Freyria; Trilha sonora: Ed Lacosta; Cenários e figurinos: criados pelos prórpios atores.
O Teatro X (Mapa).


sábado, 11 de abril de 2009

PRÓXIMO ENCONTRO DO MOVIMENTO 27 DE MARÇO

Na próxima terça-feira, dia 14/04, às 20h, na sede da Cia. do Feijão - Rua: Teodoro Baima, 68 – Vila Buarque - Telefone 11 3259-9086, ocorrerá mais um encontro do Movimento 27 de março.

CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA CULTURA

Hoje, no Dia Mundial do Teatro, nós, trabalhadores de grupos teatrais de São Paulo organizados no Movimento 27 de Março, somos obrigados a ocupar as dependências da Funarte na cidade. A atitude extrema é provocada pelo falso diálogo proposto pelo governo federal, que teima em nos usar num debate de mão única. Cobramos, ao contrário, o diálogo honesto e democrático que nos tem sido negado.
O governo impõe um único programa: a transferência de recursos públicos para o marketing privado, o que não contempla a cultura mas grandes empresas que não fazem cultura. E se recusa, sistematicamente, a discutir qualquer outra alternativa.
Trocando em miúdos.
O Profic – Programa de Fomento e Incentivo à Cultura, que Vv. Ss. apresentam para discussão como substituto ao Pronac, que já existe, sustenta-se sobre a mesma coisa: Fundo Nacional de Cultura – FNC, patrocínios privados com dinheiro público (o tal incentivo/renúncia fiscal que todos conhecem como Lei Rouanet) e Ficart – Fundo de Investimento Cultural e Artístico.
Ora, o Fundo não é um programa, é um instrumento contábil para a ação dos governos. Já o Ficart (um fundo de aplicação financeira) e o incentivo fiscal destinam-se ao mercado, não à cultura. O escândalo maior está na manutenção da renúncia/incentivo fiscal, a chamada Lei Rouanet, que o governo, empresas e mídia teimam em defender e manter.
O que é a renúncia ou incentivo fiscal? É Imposto de Renda, dinheiro público que o governo entrega aos gerentes de marketing das grandes empresas. Destina-se ao marketing das mesmas e não à cultura. É o discurso que atrela a cultura ao mercado que permite esse desvio absurdo: o dinheiro público vai para o negócio privado que não produz cultura e o governo transfere suas funções para o gerente da grande corporação. Diminuir a porcentagem dessa transferência ou criar normas pretensamente moralizadoras não muda a natureza do roubo e da omissão do governante no exercício de suas obrigações constitucionais. Não se trata de maquiar a Lei Rouanet (incentivo fiscal); trata-se de acabar com ela em nome da cultura, do direito e do interesse público, garantindo-se que o mesmo dinheiro seja aplicado diretamente na cultura de forma pública e democrática.
Assim, dentro do Profic, apenas a renúncia fiscal pode se apresentar como programa, um programa de transferência de recursos públicos para o marketing privado, em nome do incentivo ao mercado. Trata-se, portanto, de um programa único que não vê e não permite outra saída, daí ser totalitário, autoritário, anti-democrático na sua essência.
E é o mesmo e velho programa que teima em mercantilizar, em transformar em mercadoria todas as atividades humanas, inclusive a cultura, a saúde e a educação, por exemplo. Não é por acaso que os mesmos gestores do capital ocupam os lugares chaves na máquina estatal da União, dos Estados e Municípios, coisas que conhecemos bem de perto em nosso Estado e capital, seus pretensos opositores.
E esse discurso único não se impõe apenas à política cultural. É ele que confunde uma política para a agrícultura com dinheiro para o agronegócio; que centra a política urbana na construção habitacional a cargo das grandes construtoras; e outra coisa não fazem os gestores do Banco Central que não seja garantir o lucro dos bancos. Não há saída, não há outra alternativa, os senhores continuam dizendo, mesmo com o mercado falido, com a crise do capital obrigando-os a raspar o Tesouro Público no mundo todo para salvar a tal competência mercantil.
Pois bem, senhores, apesar do mercado, nós existimos. Somos nós que fazemos teatro, mas estamos condenados: não queremos e não podemos fabricar lucros. Não é essa a nossa função, não é esse o papel do teatro ou da cultura. Nós produzimos linguagens, alimentamos o imaginário e sonhos do que muitos chamam de povo ou nação; nós trabalhamos com o humano e a construção da humanidade. E isso não cabe em seu estreito mundo mercantil, em sua Lei Rouanet e seu programa único.
Nós somos a prova de que outro conceito de produtividade existe. Os senhores continuarão a tratar o Estado e a coisa pública apenas como assuntos privados e mercantis? Continuarão a negar nosso trabalho e existência? Continuarão a negar a arte ou a cultura que não se resumem a produtos de consumo?
Por isso, além do FNC, exigimos uma política pública para a cultura que contemple vários programas (e não um único discurso mercantil), com recursos orçamentários e regras democráticas, estabelecidos em lei como política de Estado para que todos os governos cumpram seu papel de Poder Executivo.
É esse diálogo que os Senhores se negam, sistematicamente, a fazer enquanto se dizem abertos ao debate. Debate do quê? Do incentivo fiscal. Mas nos recusamos a compartilhar qualquer discussão para maquiar a fraude chamada Lei Rouanet.
Queremos discutir o Fundo. Mas queremos, também, discutir outros programas e oferecemos, novamente, o projeto de criação do Prêmio Teatro Brasileiro como um ponto de partida. Os Senhores estão abertos a este diálogo?

Movimento 27 de Março
São Paulo, Dia Mundial do Teatro e do Circo

sexta-feira, 13 de março de 2009

MOBILIZAÇÃO DA CLASSE TEATRAL!!!

Gente, a Cooperativa Paulista de Teatro, juntamente com todos os artistas cooperados ou não, estão preparando uma grande mobilização dia 27/03 para reivindicar algumas coisas junto ao Ministério da Cultura. Aí vai o comunicado da Cooperativa:

CONVOCAÇÃO URGENTE PARA TODA A CATEGORIA DA ÁREA CULTURAL

Convocamos todos os trabalhadores da área cultural a comparecerem no dia 16 de março, às 20h, no Teatro Coletivo Fábrica, ou enviar um representante, para a construção da "Manifestação Pública" do dia 27/3 - Dia Internacional do Teatro e Dia Nacional do Circo. Pauta: Apresentação das diretrizes de cada comissão. O movimento cresce a cada rodada de discussões. É muito importante a colaboração de todos, porque precisamos nos fortalecer. Solicitamos a todos que divulguem a mobilização da classe para o dia 27, em sites, blogues, fanzines, entre outros meios, para a maior adesão possível à manifestação. Pedimos também que cada companhia leve seus estandartes, bandeiras, bonecos e faixas para a manifestação. Compareça ao próximo encontro. Local: Teatro Coletivo Fábrica 1: R. da Consolação, 1.623, Consolação- Centro, Tel: (11) 3255-5922.

Quem quiser ir, é só aparecer por lá!!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Estréia


Bom, agora que já falei mais sobre a peça, vamos divulgar:
"FOICES, FACÕES, FUZIS"
Estréia: 14/03/09
Local: Tendal da Lapa (R. Constança, 72 - altura do 1100 da Guaicurus)
Hora: Sábados e Domingos às 19hs *favor retirar o ingresso com até 30 minutos de antecedência*
Até dia 26/04/09
Qnto: ENTRADA FRANCA!

e é isso gente... vamos comparecer!!!!


E amanhã vamos ao bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, fazer uma pré-estréia para os companheiros de lá. Depois prometo q publico fotos aki, isso se a Barbara conseguir tirar, porque não sabemos como vai ser, nem quem vai operar o som... E VAMO Q VAMO!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A peça "Foices, Fações, Fuzis"



A peça Foices, Facões, Fuzis trata da luta pela terra no Brasil. Foi escrita a partir da peça de Bertold Brecht, Os Fuzis da Senhora Carrar, que trata da luta contra o fascismo na Espanha.
Quando escreveu Os Fuzis da Senhora Carrar, Bertold Brecht queria falar da luta dos povos em defesa da democracia contra o fascismo. Para isso, enfocou os dramas de uma mulher que perdeu o marido lutando nas Brigadas de autodefesa contra o exército de Franco durante Guerra Civil Espanhola de 1936 e cujo filho está prestes a tomar o mesmo caminho.

Batizada Foices, Facões, Fuzis, esta adaptação da peça de Brecht trata da verdadeira guerra civil que ocorre no campo brasileiro pela posse da terra. Os dramas podem não ser os mesmos, mas são muito semelhantes. Bem como as opções, as escolhas e as dores que elas provocam em nós. Brecht queria falar de um ser humano inserido em um campo de forças bem definido: ou vai à luta e arrisca a vida, ou se cala. Mas não existe neutralidade: calar-se também pode significar a morte.

Na luta pela reforma agrária também não há opção. É o que mostra os exemplos de Chico Mendes, Doroty Stang, o massacre em Eldorado dos Carajás. Quem se mantém calado, com os braços cruzados, arrisca-se a ter de suportar uma vida sofrida de sem terra.

Com a peça Foices, Facões, Fuzis queremos proporcionar um momento de deleite, de emoção para o espectador, coisas que só o teatro consegue fazer. Ao mesmo tempo, queremos fazer uma reflexão artística sobre a importância da reforma agrária no Brasil, sobre as contradições em que se debatem os trabalhadores sem-terra entre ocupar terras para poder plantar e criar seus filhos com dignidade, ou viver à míngua, como nômades famintos por este país afora.

Vivemos uma permanente guerra civil no campo brasileiro. De um lado, os trabalhadores sem terra, bóias-frias, camponeses pobres. De outro, grandes fazendeiros, latifundiários e empresas multinacionais, proprietários de imensas extensões de terra. Os dramas gerados por essa situação de extrema desigualdade na distribuição de terra, as dores e alegrias da vida dos trabalhadores do campo, a solidariedade, o amor familiar, os conflitos de consciência, tudo isso conforma a matéria prima desta peça.

A arte comprometida com os problemas de seu tempo e de seu país precisa refletir sobre essas questões. A luta pela terra é uma luta de todos nós e, por isso, colocamos a nossa arte a serviço dela. Somos solidários com essa bandeira e queremos mostrar no palco a beleza e poesia que existe em toda luta do homem pela liberdade, contra a opressão e a exploração, em busca de uma vida melhor.


De Maria Cecília Garcia
ADAPTAÇÃO DA PEÇA DE BERTOLD BRECHT OS FUZIS DA SENHORA CARRAR

Ficha Técnica

ELENCO Cléo Moraes, Natália Sanches, Denis Snoldo, Cristiano Nery, Eduardo Mancini, Rozanna Lazzaro, Bárbara Kanashiro, Marla O’Hara
DRAMATURGIA E DIREÇÃO Maria Cecília Garcia
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO Lúcia Capuani
PREPARAÇÃO CORPORAL José Carlos Freyria
CENÁRIO E FOTOGRAFIA Carlos Sagra
FIGURINOS O grupo
LUZ Rozanna Lazzaro e Carlos Ricardo
TRILHA SONORA Ed Lacosta
VOZES EM OFF – Tin Urbinatti e Eduardo Mancini
OPERAÇÃO DE SOM E LUZ Carlos Ricardo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Re - Começo

Olá a todos! Com a correria do fim de ano, nossa pré-estréia e férias, nem consegui avisar a todos da apresentação do dia 14/12/08, que aliás, foi um SUCESSO!!!
Tanto sucesso que agora vamos entrar em cartaz!!! Sim, vamos fazer uma temporada de 2 meses lá no Tendal mesmo. Logo eu coloco as datas. Por enquanto vou deixar vocês com um gostinho, com algumas fotos da nossa primeira apresentação.